Quem disse que não tem mulher que gosta, hein, hein? Tá, certo que somos (siiiim, tô inclusa na categoria das que gostam!) raras, mas existimos sim, rapazes!!
Não sei dizer se meu apreço pelos HQ’s é espontâneo ou se é genético, ou os dois. Porque lembro como se fossem ontem de mim mexendo nas caixas de revistinhas do meu pai, convivendo com coleções do Homem-Aranha e Superman (e que ele infelizmente se desfez porque achar que supostamente EU não gostaria quando crescesse…). Pois é, cresci e continuei gostando, e meu gostar foi aumentando mais com as amizades que fiz, com as pesquisas que gosto fazer sobre as tramas e claro, por ter um pai que até hoje é fã de Marvel, DC Comics et al…
Com o tempo, alguns títulos convencionais passaram a atrair uma parcela do público feminino com seus super-heróis que pareciam mais próximos da realidade e a partir da década de 60, a Marvel começou a atrair uma parcela desse público começando com Susan Storm, a Mulher Invisível , que foi divisora de águas na forma de retratar a personalidade feminina, até quando os outros membros do Quarteto às vezes soltassem frases meio preconceituosas como “Ah, ela é apenas uma mulher“. Nas décadas de 70 e 80, leitoras passaram a se interessar pelas aventuras do Homem-Aranha, que tinha um pé no mundo dos jovens e seus problemas, e também das figuras femininas fortes e interessantes dos X Men e de Elektra.
Admito que não sou leitora assídua e até me sinto meio pseudo por isso, pois a falta de tempo ($$) não me permite adquirir todas as sagas e não tenho a mínima paciência pra ler no computador (não mesmo!)
Acho engraçado que muita gente se surpreende com o fato de eu gostar de quadrinhos, o simples fato de me verem falando que gosto de Preacher (nota mental:preciso ler todo!), Sandman, das aventuras dos X-Men ou de A Noite mais Densa deixa o povo de boca aberta, e pra ser sincera, gosto muito disso, pois nunca fui muito fã dessas coisas de mulherzinha com muita coisinha rosa e namoricos pipocando nas páginas das revistas.
Tem horas que é chato até ser chegada em HQ’s (pelo amor de Thor, não confundam HQ com mangá, são coisas totalmente diferentes, e eu sei que ainda existe gente que mistura as coisas…), porque as pessoas de cabeçinha bitolada te julgam como “maria joão”, como estranha, enfim… Como um monte de coisas que não sou.
Sinto lhes informar, rapazes, mas lugar de mulher não é mais apenas nas páginas das revistinhas povoando as mentes férteis de vocês. ;*

É isso mesmo!
ResponderExcluirGarotas tbm curtem quadrinhos,
me identifiquei muito com esse texto. ^^
Adorei!